Sem pretensões, sem referências pseudoliterárias, sem joguetes verbais de grande complexidade, sem autores obscuros de referência, sem nada. Só escrita.
terça-feira, 6 de dezembro de 2005
VI - Adeus
Adeus ao que restou de você
Nem palavras mais tenho para descrever
Tantas máscaras sobrepostas
Deixaram rasgadas e expostas
Cicatrizes que escondes e finges não ter
Teu corpo é segredo envolto em fino
Véu de veludo,negro e rubro
Teu seio abriga um coração partido
Que grita para ser ouvido em meio a tantos sussurros
E lágrimas contidas
Escorrem por entre teus dedos
Levas a mão ao rosto,resta teu ventre exposto
Sangrando e pagando pelos mesmos erros
Tua alma em aborto
A navalha em tuas mãos
Chuva escarlate em teu corpo
Ódio em teu coração
Adeus,e não diga que eu não soube ouvir
Por favor desista de tentar criar em mim culpas
Não me peça desculpas
Não pegue seu passado e cubra
Com as mentiras que espalhas por aí
Teu corpo é carapaça para as sombras que te circundam
Névoa eterna essa que te apaga e te domina
Teu seio abriga um coração que mal bate
Afogado por tantas mágoas falsas,enrustidas
Entranhadas em tua vida
São tua voz ecoando noite e dia
Levas a mão ao rosto,teu coração exposto
Começa a sangrar e você vai,perdida
Levar um amor ao aborto
Com a navalha nas mãos
Dando adeus ao sonho morto
De sentir seu próprio coração
José Augusto Mendes Lobato
06 & 07/12/05
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Distorções.Exatas ou não,sempre borram nossas
memórias,doces e inocentes.Agora nada mais lembra
aquele ambiente lindo que criamos.Escorrem do papel
lágrimas que andavam pedindo para serem choradas.E
desaparecem,depois de cair no chão e evaporar.Serão a
chuva que levará toda a sujeira que espalhaste embora.
Serão nossa redenção.
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