Sob uma perspectiva recente,
vejo, vi e veria mil vezes o quanto não te disse
O quanto sofri e, às vezes, mascarei,
quantas vezes eu deixei
que tu andasses, caminhasses, caísses
Mas sem te proteger, eu esperei,
sob olhares às vezes intransigentes,
O que eu perdi ou ganhei assim, não sei,
quantas vezes disse e não pensei
que respondesses, sentisses, reconhecesses
Mas sempre o deixastes por ver!
Esperou tanto de minha inteligência,
sob um viés de subjetividade difusa, opaca
brilhastes,
e eu fiquei aqui, vendo,
eu vejo e vi e entendo,
que tanto brilho, tanta normalidade
tanta veracidade não era para ser;
Toda essa beleza que engana entrou pela minha porta,
e hoje, amanheceu sem estar na cama;
Toda essa leveza que meu corpo viu aqui nua, exposta,
hoje amanheceu bem longe da alma que a completa,
das palavras que a ferem e das mentiras que ela ama.
Sem pretensões, sem referências pseudoliterárias, sem joguetes verbais de grande complexidade, sem autores obscuros de referência, sem nada. Só escrita.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
domingo, 13 de julho de 2008
Flies
They´re all melt in silence,
you wave your hands round and round
but all you catch are shapeless shades of tears
This warm summer´s breath,
is said to be driving everyone mad
but this room´s so quiet, i guess there´s nothing like fear
God knows how i´ve tried to hold you tight,
and seize the day:
I guess they´re leading our way...
So you´re searching for these flies at night
but they´re all already dead;
You´re dreaming of those blackened skies
but they´re all already red.
They step into violence,
kill each other with hands untied
but all they win´s a blood-stained hand of fate
The lights have been shut,
I´ve seen many faces of God,
and them all hurt and lead to the same disgrace
No one knows where to hide, ´cos we´re in the tide
tied to some selfish plan:
I guess everyone should just sit and wait...
Believe you got reasons to fight, but
clean up the blood in your hands;
You dream of souless devils, but,
look in the mirror, my friend.
you wave your hands round and round
but all you catch are shapeless shades of tears
This warm summer´s breath,
is said to be driving everyone mad
but this room´s so quiet, i guess there´s nothing like fear
God knows how i´ve tried to hold you tight,
and seize the day:
I guess they´re leading our way...
So you´re searching for these flies at night
but they´re all already dead;
You´re dreaming of those blackened skies
but they´re all already red.
They step into violence,
kill each other with hands untied
but all they win´s a blood-stained hand of fate
The lights have been shut,
I´ve seen many faces of God,
and them all hurt and lead to the same disgrace
No one knows where to hide, ´cos we´re in the tide
tied to some selfish plan:
I guess everyone should just sit and wait...
Believe you got reasons to fight, but
clean up the blood in your hands;
You dream of souless devils, but,
look in the mirror, my friend.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
18h30, 30ºc

Uma cidade, dois quartos;
o cansaço de um céu escuro e quente
Um sol que insiste em se pôr tarde
uma noite que insiste em se fazer ausente
Dois bares à frente, nenhuma vontade;
Dois copos, um vazio, outro transborda
Um trânsito louco, perdido, duas pistas
um tráfego berra, rouco, os sinais calam
Mais uma nuvem de chuva que se aproxima.
Duas vagas, uma mesa, três cadeiras em volta;
Um céu azulado, dois passos e um atrás
Uns acordes dissonantes, incontáveis vozes
Uma mão flutua, entre tantos poucos amantes
Uma dança, dois passos nunca aprendidos;
Duas voltas para casa, a mesa lá, teimosa, fria
Uma garoa que nunca vai, a música lá fora
o silêncio aqui dentro,
que cala, consente, desafia;
Dez andares de escada, uma roupa e mais nada,
duas chaves e um carro, guardado,
Uma noite sufocante, um calor gritante,
dois berros abafados
Uma avenida, duas pistas, um cruzamento;
Outra nuvem de chuva, um sinal quebrado (verde)
Um cigarro, dois vidros baixos, um ponto cego
Dois homens armados, um grito, um sufoco, um berro
Dois silêncios, dois anoiteceres
vida e morte na cidade grande;
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Sasom i en Spegel
Que cenas belas me trazes,
nesses pequenos punhados de sal e vento
teus dedos penetram, hoje, a surdez dos mares
e a loucura dos ares que enrubescem o tempo
E trazem, consigo, contigo, essa riqueza inerte
de sensações, anseios, devaneios e transvirtudes vagas,
essa poética algo melodiosa e frágil das águas revoltas e ondas cálidas
e da brisa febril que - diriam - tem algo de mágica,
esses cenários que trazes das velhas praias:
Paisagens férteis à alma,
mas que, por ti e por mim, são transformadas em dor e torpor físico.
Quais são os mistérios que mesmas vozes,
quando voltadas a nós, fazem tornar em medo:
Miragens, impressões, variáveis... hipóteses?
Ou será que as formas de uma quase-arte de fingir (ainda) nos é alimento?
Ao sabor de um andar de curtos passos, forçados,
formas pegadas de uma tal imagem de memória seletiva,
deixando para trás toda e qualquer invenção ou forte assertiva,
como se essa infância tardia, quase senil, lhe fosse qualidade,
como se de nada nos servissem tanta poética, tantas imagens:
É essa mistura de água, sal, areia e anacronismo
que, em ti e em mim, ganha vulgaridade
ultrapassa as barreiras e o indolor da subjetividade,
para, aqui, tornar-se alimento carnal aos prazeres do espírito.
nesses pequenos punhados de sal e vento
teus dedos penetram, hoje, a surdez dos mares
e a loucura dos ares que enrubescem o tempo
E trazem, consigo, contigo, essa riqueza inerte
de sensações, anseios, devaneios e transvirtudes vagas,
essa poética algo melodiosa e frágil das águas revoltas e ondas cálidas
e da brisa febril que - diriam - tem algo de mágica,
esses cenários que trazes das velhas praias:
Paisagens férteis à alma,
mas que, por ti e por mim, são transformadas em dor e torpor físico.
Quais são os mistérios que mesmas vozes,
quando voltadas a nós, fazem tornar em medo:
Miragens, impressões, variáveis... hipóteses?
Ou será que as formas de uma quase-arte de fingir (ainda) nos é alimento?
Ao sabor de um andar de curtos passos, forçados,
formas pegadas de uma tal imagem de memória seletiva,
deixando para trás toda e qualquer invenção ou forte assertiva,
como se essa infância tardia, quase senil, lhe fosse qualidade,
como se de nada nos servissem tanta poética, tantas imagens:
É essa mistura de água, sal, areia e anacronismo
que, em ti e em mim, ganha vulgaridade
ultrapassa as barreiras e o indolor da subjetividade,
para, aqui, tornar-se alimento carnal aos prazeres do espírito.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Drop
Dizes a mim, Não tenhas pressa!,
tenhas calma, que é tão simples assim,
falar dos outros, falar de si,
fingir-se outro, mesmo que só o faças para conseguir dormir,
É tão polêmico, isso, tão experimental,
tenhas paciência - Quem diz agora, sim,
sabe que fingir-se louco é narcisismo pouco,
e, com tantas frases e esse ego solto,
pouco resta para dizeres a mim;
Vives por eles?, questionas depressa,
mas haja insistência para tanta voz me extrair,
quem sabe ninguém mais se recorde,
dessa voz que cantou em capela, sem acordes
ou dissonâncias, a noite quente e velha,
que me faz suar, cantarolar e sorrir...
A beleza inerte dessas bordas velhas,
desses sorrisos sujos e pequenas grandes vielas,
a planície esverdeada, quente, tropical, abafada,
como que cansada de me ver torcer por sua queda!
Dizes a mim, Não tenhas pressa!,
tenhas calma, que é tão simples assim,
reclamar de todos, e de alguns poucos que estejam por perto,
em brados sóbrios e polidos, repletos de arroubos filosóficos,
poemas bobos e sentimentos tórridos,
afinal, o que falar se ainda não há alternativa a fingir?
- Pois eu digo a todos, Vão à merda!,
com certo ar jovial e a alma, essa sim reluzente,
porque essa sujeira, essa velhice, essa poeira,
já não é mais guardada por ninguém,
já não é parte de ninguém além,
parte de um além de ti e de mim.
tenhas calma, que é tão simples assim,
falar dos outros, falar de si,
fingir-se outro, mesmo que só o faças para conseguir dormir,
É tão polêmico, isso, tão experimental,
tenhas paciência - Quem diz agora, sim,
sabe que fingir-se louco é narcisismo pouco,
e, com tantas frases e esse ego solto,
pouco resta para dizeres a mim;
Vives por eles?, questionas depressa,
mas haja insistência para tanta voz me extrair,
quem sabe ninguém mais se recorde,
dessa voz que cantou em capela, sem acordes
ou dissonâncias, a noite quente e velha,
que me faz suar, cantarolar e sorrir...
A beleza inerte dessas bordas velhas,
desses sorrisos sujos e pequenas grandes vielas,
a planície esverdeada, quente, tropical, abafada,
como que cansada de me ver torcer por sua queda!
Dizes a mim, Não tenhas pressa!,
tenhas calma, que é tão simples assim,
reclamar de todos, e de alguns poucos que estejam por perto,
em brados sóbrios e polidos, repletos de arroubos filosóficos,
poemas bobos e sentimentos tórridos,
afinal, o que falar se ainda não há alternativa a fingir?
- Pois eu digo a todos, Vão à merda!,
com certo ar jovial e a alma, essa sim reluzente,
porque essa sujeira, essa velhice, essa poeira,
já não é mais guardada por ninguém,
já não é parte de ninguém além,
parte de um além de ti e de mim.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
O avesso do avesso do avesso do avesso
Dizes a mim que perdestes a subjetividade,
como se alguém a houvesse arrancado de tuas mãos à força,
como se tudo o que te fosse cotidiano não servisse à mente,
e, sim, fosse apenas remendo de uma redoma fosca,
dona de um inegável vazio repleto de assertivas e verdades intermitentes;
Brados aos quatro ventos não criarão, em ti, individualidade:
nesses gestos e trejeitos que a ti são impostos, não há existência,
como não há qualquer retórica, tampouco razão, reflexão ou debate,
resta-nos seguir adiante e, mergulhados em rios de objetividade,
traçar frases prontas em linguagem chula, como que celebrando a própria demência;
Tudo porque, ao contrário do que dizes, não perdestes, em momento algum, qualquer singularidade.
O que vives e finges vale poucas linhas, e as linhas de tua vida são pura modernidade:
retilíneas, medíocres, frágeis, eternas e, no sentido oposto, fugidias, quase que imersas em sua própria complexidade;
como se alguém a houvesse arrancado de tuas mãos à força,
como se tudo o que te fosse cotidiano não servisse à mente,
e, sim, fosse apenas remendo de uma redoma fosca,
dona de um inegável vazio repleto de assertivas e verdades intermitentes;
Brados aos quatro ventos não criarão, em ti, individualidade:
nesses gestos e trejeitos que a ti são impostos, não há existência,
como não há qualquer retórica, tampouco razão, reflexão ou debate,
resta-nos seguir adiante e, mergulhados em rios de objetividade,
traçar frases prontas em linguagem chula, como que celebrando a própria demência;
Tudo porque, ao contrário do que dizes, não perdestes, em momento algum, qualquer singularidade.
O que vives e finges vale poucas linhas, e as linhas de tua vida são pura modernidade:
retilíneas, medíocres, frágeis, eternas e, no sentido oposto, fugidias, quase que imersas em sua própria complexidade;
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Soothin´
- Dizes que, com o tempo, tudo torna-se inércia,
que a passagem do tempo é leito
de sucessões e repetições dos mesmos erros:
mas, em algum tempo, haverá tempo
para se pensar sobre o torpor, a dor,
o descaminho e o (des)respeito?
- Não, pois hás de lembrar que, de falhos,
tornamo-nos meros contempladores,
como se algo nos livrasse de qualquer moral
E o que, outrora, chamávamos de valores,
agora são instintos juvenis de uma febre passional.
- Mas, se o que cultivas dentro de ti,
um dia chegasse às raízes das estórias
e fizesse, de todos, pequenos heróis em suas memórias
o que seria da melancolia, da frieza, da maldade,
senão hipótese?
- Nada, pois há algo de muito podre em tuas entranhas,
e, mesmo que negues, há demagogia em tuas assertivas,
hás de aprender, meu amigo, que não há beleza na revolta;
pelo contrário, há demência, loucura, passadismo, fantasia:
Hás de aprender que, de tão pensantes e sonhadores,
tornamo-nos instrumentos da pequenez de um grande opositor passivo.
- Deus?
(...)
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Changement
Há certa beleza
em tanto silêncio,
em tanta inocência,
tamanha decência,
do acaso de poucos,
do interesse de muitos,
da censura dos loucos,
da riqueza dos eleitos
e pobreza dos súditos;
É de pouca fineza
entreter-se ao ver
tanta gente sem culpa,
aos poucos, perder
o senso de luta,
a certeza da justiça,
o idealismo, as frases prontas,
fugirem à mente,
serem dominados pela preguiça;
Há um conformismo, sim,
que consome as entranhas,
e as trivialidades cotidianas
tornam-se sustos,
e as paisagens urbanas,
com suas cores e formas desumanas,
tornam-se robustos ideais de civilização;
Quando não há mais força,
tampouco desejos,
E, mesmo assim, todos correm,
é sinal de que, de livres,
só estão os poucos que morrem,
e os loucos que colhem as sementes do auto-desprezo.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
About a girl
Foi embora assim, frágil, sem proteção,
levou nas mãos o abrigo; nas costas, um sonho contido,
e, os punhos cerrados, atravessou pequenos trilhos,
e, assim, deu um rumo aos seus sentidos,
para seu ir e vir aos mesmos caminhos -
ou os mesmos destinos?, talvez ainda não;
Cruzou ruas sem sinais, sinais sem esquinas,
o sol, lá em cima fervia, as solas dos pés, sofridas;
dor nas costas e os graus subindo, contáveis noites maldormidas,
Catou, no chão, folhas encardidas, fez delas sua casa,
para que seu ir e vir tivesse, ao menos, uma pausa
mas, cansar e fingir, talvez ainda não;
Mas, toda aquela loucura que via em fotos,
aqueles sonhos, aquelas luzes, aquela correria
não lhe conferiam a beleza que irradia nas imagens, estáticas (frias)
caminhou, caminhou, caminhou, nada encontrou
e, pela primeira vez, deixou-se dormir no chão.
Depois de pedir e, falsa, sorrir, veio a ajuda -
a chuva vinha e, à noite, lhe maltratava o pulmão,
aqueles corpos difusos, pílulas e becos intrusos,
lhe deram novo gás e, mesmo feridos,
os poros de seu corpo retraído,
absorveram as dores da mente e do coração;
Mas, de tanto ir e vir, voltou a se sentir pequena,
não via beleza no heroísmo que impera, no asfalto que fervilha,
nos sinais comedidos, nas curvas, carros e vivências amenas,
de tanto os passos medir, e, neles, confiar e ir
feriu os jovens sentidos e entregou-se:
Quem, outrora, pulso forte, atravessou o sertão,
largou as sacolas para o alto ao meio-dia,
e, novamente frágil, infantil, fria,
atravessou o linhão.
levou nas mãos o abrigo; nas costas, um sonho contido,
e, os punhos cerrados, atravessou pequenos trilhos,
e, assim, deu um rumo aos seus sentidos,
para seu ir e vir aos mesmos caminhos -
ou os mesmos destinos?, talvez ainda não;
Cruzou ruas sem sinais, sinais sem esquinas,
o sol, lá em cima fervia, as solas dos pés, sofridas;
dor nas costas e os graus subindo, contáveis noites maldormidas,
Catou, no chão, folhas encardidas, fez delas sua casa,
para que seu ir e vir tivesse, ao menos, uma pausa
mas, cansar e fingir, talvez ainda não;
Mas, toda aquela loucura que via em fotos,
aqueles sonhos, aquelas luzes, aquela correria
não lhe conferiam a beleza que irradia nas imagens, estáticas (frias)
caminhou, caminhou, caminhou, nada encontrou
e, pela primeira vez, deixou-se dormir no chão.
Depois de pedir e, falsa, sorrir, veio a ajuda -
a chuva vinha e, à noite, lhe maltratava o pulmão,
aqueles corpos difusos, pílulas e becos intrusos,
lhe deram novo gás e, mesmo feridos,
os poros de seu corpo retraído,
absorveram as dores da mente e do coração;
Mas, de tanto ir e vir, voltou a se sentir pequena,
não via beleza no heroísmo que impera, no asfalto que fervilha,
nos sinais comedidos, nas curvas, carros e vivências amenas,
de tanto os passos medir, e, neles, confiar e ir
feriu os jovens sentidos e entregou-se:
Quem, outrora, pulso forte, atravessou o sertão,
largou as sacolas para o alto ao meio-dia,
e, novamente frágil, infantil, fria,
atravessou o linhão.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
(Re)ciclo
E simples, retilíneos, que o sejamos nas entrelinhas,
mesmo que complexos nas mais velhas ladainhas
de contar nos dedos pequenos feitos e grandes projeções
(como se fossem - quem nos dera! - críticas, objeções);
Mediocridade, todos os sentem, mesmo que em acessos pífios
cerrados em punhos cansados, machucados de tanta insistência,
mesmo que estejam acostumados à mediocridade e à indecência
de assobiar grandes desejos que não tomam parte em outras vidas
(como se fossem - imagine - novas chances de entoar iguais canções);
Há quem insista em fugir do lugar-comum
e encontrar outros termos sóbrios para os mesmos fins
mesmo que nada consiga transferir-lhes o sentido,
e seja melhor contar segredos fingidos, inexistentes, pobres, enfim:
Sinceridade, todos a temem, mesmo que sob lençóis translúcidos,
cansados em punhos cerrados, feridos pela incoerência
de, mesmo que capazes de abrir os olhos e expor-nos ao amor e à condescendência
de atos fugidios, jamais farão, sequer, existências,
do que um dia não passou de hipótese vaga,
quase-formas opacas de pouca tez e consistência.
Tanta gente passa por aqui - às vezes anda, corre, se arrasta -,
mas nem por isso, de ver, crer e admirar por nós tornou-se digna;
É a mesma coisa, ser tão normal afronta e dói:
quem espera loucos e desvairados acotovelando-se nas esquinas
que o aguarde de olhos bem fechados e punhais nas mãos feridas:
Há quem diga que gente normal, boa sensível, já há demais,
e que não deixá-las em paz é mais é mais que uma velha sina:
É preciso ser oco, podre por dentro e, por fora, outro,
assim, há de ser pouco, muito pouco, e a elas, ser muito.
Tudo para que haja preconceitos, comparações e surdez,
tudo para que não haja mais vez de recriar e entoar os velhos motes em novos versos e rimas.
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